O digital é apenas um replicador. Se você não tem “Nome e Sobrenome” na vida real, o algoritmo não vai te salvar.
Nos últimos meses, analisei de perto dezenas de projetos de posicionamento digital que chegaram à minha mesa. A estatística é brutal e alarmante: de cada 10 projetos que tentam se lançar no digital, 7 falham miseravelmente ou estagnam.
Não falham por falta de tráfego. Não falham por falta de design bonito ou “hacks” de algoritmo. Falham porque seus criadores esqueceram de uma premissa básica do capitalismo de reputação: Você precisa ter Nome e Sobrenome antes de ter um @.
A Ilusão do “Influenciador” no Brasil
O Brasil é, estatisticamente, o país dos “influenciadores”. Segundo a Nielsen, somos o país com maior número de creators por habitante. Mas existe um abismo gigantesco entre Influenciar e Manipular.
- Manipular é usar gatilhos mentais para forçar uma venda rápida de algo que não se sustenta. É o jogo do curto prazo.
- Influenciar é a consequência natural de uma autoridade construída no mundo real. É o jogo do legado.
O problema é que médicos, advogados e empresários estão tentando pular a etapa da “construção real” para viver a “glória digital”. O resultado? Perfis genéricos, frases prontas e zero conversão de High Ticket.
O Teste da Padaria: A Métrica que o Instagram não mostra
Eu costumo aplicar um teste simples, mas doloroso, que cito frequentemente em meus atendimentos: Se você chegar na padaria da esquina da sua casa, as pessoas sabem quem você é?.
Antigamente, as famílias que construíram impérios (e que duram 3 gerações) tinham o que chamamos de “Nome na Praça”. Elas resolviam problemas reais. A reputação chegava antes delas. Hoje, vejo profissionais com 100 mil seguidores que são desconhecidos em seu próprio condomínio.
Isso cria uma fragilidade estrutural. Se o servidor do Instagram cair amanhã, o negócio dessas pessoas evapora. Por outro lado, quem tem “Nome e Sobrenome” continua recebendo telefonemas, continua fechando contratos e continua sendo indicado.
O Digital é Replicador, não Criador
A internet não tem o poder de transformar um profissional medíocre em uma lenda. Ela apenas replica e amplifica o que você já é.
- Se você é excelente no offline, a internet escala sua excelência.
- Se você é vazio no offline, a internet escala sua mediocridade (e o mercado percebe rápido).
Conclusão: O Retorno ao “Nome na Praça”
Para 2026, minha aposta baseada no que vejo sobrevivendo no mercado é o retorno da essência. Menos “hacks” de engajamento e mais construção de lastro. Menos preocupação em parecer famoso e mais obsessão em ser útil e reconhecido pela sua comunidade local e profissional.
O seu CPF (quem você é) sempre valerá mais que o seu CNPJ (o que você vende). Não inverta essa ordem, ou você será apenas mais uma estatística nos 70% que ficaram pelo caminho.
Pense nisso!
