Jacquin, Pesadelo na Cozinha e a mentira do número de seguidores.
Recentemente, assistimos a um “Masterclass” de Branding ao vivo, disfarçado de fofoca de bastidores.
Em outubro de 2025, Jacquin respondeu de forma direta a uma alfinetada feita pela Renata Vanzetto, mentora do relaity “Chef de Alto Nível” da Globo, que havia questionado a audiência do MasterChef Brasil. A resposta em si, foi cirúrgica..
“A Globo tem um reality e ninguém sabe o nome.“
No dia 20 de fevereiro, Jacquin estreia a nova temporada de Pesadelo na Cozinha. E essa troca de farpas nos ensina a lição mais importante sobre construção de marca em 2026:
Ter a atenção das pessoas (Audiência) é muito diferente de morar na cabeça delas (Relevância).
O Cemitério dos Gigantes Sem Nome
A provocação de Jacquin é validada pelos dados. A Globo investiu milhões em formatos como Mestre do Sabor e, mais recentemente, Estrela da Casa. Eles tinham o horário nobre, o dinheiro infinito e a maior vitrine do país.
Mas falharam em criar “Share of Mind”.
O relatório de mercado que analisamos aqui na 7 Digital Empreendimentos mostra que programas como Estrela da Casa sofreram de Indefinição Arquetípica. Eram tecnicamente perfeitos, mas sem alma. O público assistia e esquecia assim que desligava a TV.
Já Jacquin construiu o oposto.
A Diferenciação pelo Caos (e pela Verdade)
Por que Pesadelo na Cozinha viraliza organicamente e sobrevive há anos? Porque ele opera no arquétipo do “Rebelde” e do “Sábio”.
Enquanto os realities da Globo tentam ser polidos e plásticos, Jacquin se permite ser sujo, caótico e real. Ele desliga freezers à noite, grita sobre o “Pé de Fava” e expõe a sujeira da cozinha.
Essa autenticidade gera o que chamamos de Identificação Projetiva. O público acredita nele porque ele não tenta ser perfeito. Ele admite que já faliu, que já errou na gestão. Isso humaniza a marca.
O Mito dos Seguidores
Aqui entra a lição para o seu negócio (seja você advogado, médico ou empresário):
Muitos influencers do Estrela da Casa saíram com milhões de seguidores, mas sem carreira. Jacquin usou sua relevância para criar Equity. Ele não vive de likes; ele tem 5 restaurantes operando, licenciamento de produtos e contratos de longo prazo.
O número de seguidores é uma métrica de vaidade. O quanto as pessoas lembram do seu nome quando precisam resolver um problema é uma métrica de negócio.
A Globo pode comprar audiência (tráfego pago). Mas ela não conseguiu comprar a identidade (branding) que faz alguém lembrar o nome do programa.
Nas Entrelinhas do seu Marketing
Quando você for definir sua estratégia essa semana, pergunte-se:
Você está tentando ser a “Globo” (agradando todo mundo, polido, mas esquecível) ou você tem coragem de ser o “Jacquin” (autêntico, nichado e inesquecível)?
No dia 20 de fevereiro, Pesadelo na Cozinha volta. E, goste ou não do estilo dele, uma coisa é certa: você sabe o nome do programa.
Isso é Branding. O resto é apenas barulho.
Até a próxima, Mikael | 7 Digital Empreendimentos
